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Muitas das dores nos joelhos podem ser explicadas por esta condição. Por mais que o nome seja incomum, a tendinite da pata de ganso tem sido um grande fator de dor e limitação em várias pessoas de todas as idades.

Primeiro, importante dizer, que o nome pata de ganso faz referência a união da inserção de três músculos (grácil, sartório e semitendíneo) na região ântero-medial da tíbia, que se assemelharia a forma da pata de um ganso.

A função destes músculos individualmente são distintas, mas em conjunto, por terem a mesma inserção, atuam como estabilizadores do joelho, não permitindo que o joelho faça movimentos anormais de valgo (joelho pra dentro).

Diante de sobrecarga em repetição, fraqueza muscular e falta de controle motor, essa estrutura acaba por não conseguir suprir a demanda imposta a ela, promovendo uma inflamação dos tendões e também da bursa local, gerando dor na frente do joelho, localizada mais na região interna, logo abaixo da linha articular.

Desta maneira pode culminar, inclusive, em limitações de atividades físicas e atividades comuns do dia-a-dia. O diagnóstico é clínico, através de uma avaliação cuidadosa do especialista, somos capazes de identificar a presença desta condição, mediante a história do paciente e testes funcionais.

Os principais sintomas são:

  • Dor na região medial do joelho ao caminhar, ou correr;
  • Dor a palpação local;
  • Dor na região medial do joelho ao se levantar, após longo período sentado;
  • Edema local, com região podendo ficar quente e avermelhada;
  • Dor na região medial do joelho ao subir e ao descer rampas e escadas.

Diante destes sintomas é necessário entender as causas, que podem ser: desequilíbrios musculares, valgo dinâmico acentuado, sobrecarga repetitiva, treinamento inadequado, obesidade, compensações de lesões prévias (menisco, LCA, artrose, etc).

Avaliação incluindo testes dinâmicos e funcionais se mostraram mais eficientes para tomada de decisão na escolha do tratamento. Avaliações cinemáticas da caminhada, da corrida e do salto são excelentes para orientar a escolha do especialista.

Importante dizer que a tendinite de pata de ganso é uma condição reversível e controlável, logo NÃO deve ser considerada como sentença de inatividade.

Como tratar?

Como pudemos observar, a tendinite de pata de ganso é multifatorial, desta forma reitera a necessidade de uma avaliação minuciosa para que seja oferecido o melhor tratamento.

O tratamento recomendado é a fisioterapia especializada, para esta condição o tratamento cirúrgico não é recomendado, salvo condições especiais.

O tratamento farmacológico com o uso de anti-inflamatórios não-esteroidais podem ser utilizados para o alívio dos sintomas na fase aguda da lesão. Contudo o tratamento fisioterapêutico especializado é o mais indicado.

Os estudos mais recentes mostram que o fortalecimento e controle muscular são a chave para um tratamento de sucesso. Principalmente o controle dos estabilizadores pélvicos.

A aplicação de terapia manual e eletroterapia podem ser excelentes coadjuvantes, mas trabalhar as demandas musculares e proprioceptivas são fundamentais para promover a automação de gestos funcionais de maior qualidade e controle motor.

Cabe ressaltar que a adesão do paciente ao tratamento é fundamental para que haja o melhor resultado.

Quer saber mais ou fazer uma avaliação completa? Agende a sua consulta e conheça nossos métodos de tratamento.