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A epicondilite é uma afecção dos tecidos moles do cotovelo, principalmente os tendões e ligamentos.

Acomete 1 a cada 3 adultos entre 35 a 55 anos, predominando mais nas mulheres. Cerca de 80% dos adultos fora diagnosticados com epicondilite.

A causa não é totalmente esclarecida, mas está associada a movimentos repetitivos que geram uma fricção sobre os epicôndilos, causando microrrupturas na origem desses tendões ou processos traumáticos associados com a compressão dos ramos pericapsulares do nervo radial, por isso o nome epicondilite.

Quando ocorre na parte lateral do braço chamamos de epicondilite lateral, está relacionada ao uso excessivo do músculo extensor do punho e dos dedos. Tradicionalmente conhecida como “Tendinite do tenista’’.

Também é associada a movimentos como digitação, uso de tesouras e esportes que usam raquetes ou bastões”. A afecção tende a desaparecer no intervalo de 6 a 24 meses.

Sendo uma das queixas de maior incidência nos consultórios dos ortopedistas e afastamentos no trabalho, o diagnóstico é feito a partir de testes funcionais correlacionados ao quadro clínico do paciente e quando necessário exames complementares como ultrassonografia, ressonância magnética e eletromiografia.

Uma avaliação minuciosa e entender o cotidiano do paciente são fundamentais para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz.

Sintomas

Anteriormente acreditava-se que a epicondilite do “tenista’’ estava relacionada a processos inflamatórios ao longo dos tecidos acometidos, porém os estudos mais recentes mostram que há mais processos degenerativos da matriz do tendão do que processos inflamatórios, então a nomenclatura correta seria tendinose, ou seja, a degeneração dos tecidos extensores.

O grupo de pacientes com essa condição tem como características:

  • Hipersensibilidade local.
  • Dor na lateral do cotovelo com irradiação para os dedos.
  • Dor em extensão dos dedos e da mão.
  • Dor em pequenos gestos como erguer uma cadeira e sustentar uma xícara cheia.
  • Dor localizada à palpação, com ponto específico.
  • 22% apresentam calcificação do tendão de origem.

Apesar das condições estarem relacionadas aos movimentos, na maioria dos casos o tratamento é conservador e está associado a mobilizações articulares e a reeducação dos movimentos específicos do cotidiano do paciente.

Tratamento

Dentre os métodos de tratamento existem os invasivos (cirúrgicos ou aplicação) e os conservadores (não invasivos).

O tratamento conservador consiste em técnicas de restauração da função articular com manipulações articulares, fortalecimento, eletro e termo terapia, terapia por ondas de choque, dry needling (agulhamento a seco) e principalmente exercícios.

O tratamento invasivo é baseado em cirurgia (tenoplastia ou artroscopia), aplicação de corticóides e ou medicina botulínica.

Dentre estes tratamentos o conservador se mostrou mais eficaz ao longo prazo, uma vez que tem como prioridade estimular o retorno da integridade dos tecidos, melhora da vascularização, normalização da sensibilidade, retorno de força e como consequência a restauração da função.

A aplicação de corticoides e botox amenizaram os sintomas e deram conforto em curto prazo e com duração média de 6 meses, após isso o quadro clínico doloroso tende a voltar.

O paciente submetido à artroplastia da epicondilite sem passar pelo tratamento conservador é aquele que possui uma lesão traumática grave ou obtiveram insucesso com o conservador e mantiveram pelo menos dois desses sintomas: dor noturna, no repouso, durante a prática esportiva e dificuldade nas atividades de vida diária.

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