Escolha uma Página

Você já ouviu falar em dores crônicas? Confira agora o que é, quais as principais características e o tratamento mais indicado para estas dores!  

Para começar, é necessário compreender o que é a dor!

Dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada ao dano tecidual real ou potencial, ou descrita em termos de tal lesão.” (Associação internacional da Dor – IASP)

Por sua vez, a palavra crônica possui o significado em nosso dicionário de “duração prolongada de alguma situação.”

Provavelmente você não sabe, mas a maioria das lesões que causam processo inflamatórios levam em média 6 semanas para se recuperarem.

Portanto, se a dor e incapacidade, ainda estão presentes, mesmo depois de 6 meses, muito provavelmente essa dor não advém da inflamação ou da lesão e sim, de uma dor crônica.

Em pacientes com dor crônica, não podemos associar a dor como machucado ou processo inflamatório. A causa destas dores é por sensibilização central, ou seja, o cérebro é quem está produzindo (causando) a dor.

Por vezes, esses circuitos cerebrais acabam sendo excitados em demasia, ativando assim sucessivamente o sistema de dor, provocando respostas exageradas, prolongadas e disseminadas amplamente.

Sabe aquela dor que dói o corpo todo? É exatamente isso! Uma resposta exagerada do cérebro.

Desta forma a dor crônica que persiste por mais de 6 meses, nada mais é do que uma resposta amplificada do cérebro.

Quais são as características dor crônica e como identificá-la? 

O paciente passa por uma avaliação completa, incluindo a anamnese (entrevista), para entender situações como:

Quando e de que maneira começou, onde doí, como doí, quando doí, quando NÃO doí, e especialmente, a quanto tempo doí.

Depois, investigamos ainda na consulta inicial, uma variedade de processos cognitivos (ex: estresse, ansiedade, depressão, catastrofismo, medo, evitação, isolamento social, mágoa, problemas familiares, profissionais, financeiros etc.).

Todas estas questões psicossociais são capazes de influenciar a nossa percepção de dor, podendo aumentá-la, caso o desajuste em alguma destas esferas encontra-se presente, ou até mesmo diminui-la, caso o paciente tenha a situação provocadora de dor resolvida.

Depois partimos para a avaliação física para descartar possíveis lesões teciduais. A partir dos resultados obtidos dentro deste processo, podemos ou não definir se sua dor é verdadeiramente crônica.

Tratamento

Agora que você já sabe como acontecem as dores crônicas, confira quais os tratamentos mais indicados.

É possível diminuir consideravelmente a dor ou até mesmo acabar com ela! Porém pode levar um tempo maior de trabalho e a participação e adesão ao tratamento por parte do paciente é importantíssima, para ficar claro, ela é VITAL.

O tratamento é pautado, em toda a sua duração, em executar justamente o movimento que causa dor, provocando uma mudança nos processos cognitivos que aumentam a excitabilidade do sistema nervoso central, com intuito de diminuir estas excitabilidades através do movimento, induzindo o sistema nervoso a reorganizar suas conexões.

O movimento nestas situações é um remédio poderosíssimo, que libera uma enxurrada de hormônios, neuro-hormônios e substâncias analgésicas em nosso organismo, aumentando nosso limiar de dor, controlando nosso humor, melhorando nossa disposição, diminuindo medo, evitação e ansiedade pelo movimento doloroso.

O ideal nestes tratamentos é que o paciente seja acompanhado por uma equipe multidisciplinar com conhecimento no tratamento de dor, profissionais como: fisioterapeutas, psicólogos, médicos, educadores físicos e nutricionistas, que podem fazer parte deste time e proporcionar um grande ganho de saúde, qualidade de vida e bem-estar.

A mudança para uma vida sem dor depende do processo e não de um milagre.

A dor crônica NÃO DEVER SER TRATADA APENAS COM REMÉDIOS! Esta abordagem não funciona! A medicação não faz milagres!

Precisa de uma avaliação completa? Agende sua consulta com um especialista!